segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Ruído e legislação associada

Um risco muito falado sempre pelos trabalhadores é o ruído.

Relativamente ao ruído laboral, de momento a legislação que o regula é o Decreto-Lei nº 182/2006.

Nesta legislação é referido que, se a actividade é susceptível de apresentar riscos de exposição ao ruído, o empregador deverá avaliar e se necessário medir os níveis de ruído a que os trabalhadores se encontram expostos.

Agora, como é que nós, técnicos de segurança podemos dizer que um sítio é susceptível deste risco ou não?

Posso chegar a uma industria e achar que até nem é muito ruidosa, ao contrário de outro TSHST que a visite!

Então qual é o ponto do bom senso que nos diz que um posto de trabalho poderá ter efectivamente o factor de risco ruído?

Pois bem... Caso não tenha um sonómetro para despiste, visito um local de trabalho e se necessitar de falar mais alto para o trabalhador me ouvir, devido ao barulho, então agendo para esse local uma medição.

É uma técnica como outra qualquer...

Até à próxima

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Estatísticas de segurança e higiene no trabalho

Para quem estiver interessado em saber mais sobre segurança e higiene no trabalho, nomeadamente estatísticas e outro género de artigos, poderão visitar o site Eurostat para retirar alguma informação.

Aqui fica o link.


Até à próxima

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Efeitos das vibrações na saúde dos trabalhadores – parte VI - controle

Após as medições a vibrações de máquinas e equipamentos de trabalho, apresento então o que podemos fazer para controlar o risco de vibrações.

1- Procurar que as máquinas e equipamentos de trabalho sejam objecto de intervenção periódica, de forma a apertar partes soltas, que poderão aumentar as vibrações que a máquina nos transmite.

2-No caso das ferramentas portáteis, utilizar materiais isolantes e/ou que absorvam as vibrações nas pegas;

3- No caso dos veículos:

- redução das vibrações próprias do veículo, estabelecendo suspensões adequadas;
- isolamento do condutor por suspensão do assento ou por suspensão da cabine relativamente ao veículo;


E estas serão as ideias principais.

Até à próxima

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Há 26 acidentes de trabalho por hora. Quedas são principal causa de morte

Custo médio por acidente ronda os 1535 euros e tem subido todos os anos

Nem todos são graves ou incapacitantes, mas a cada hora que passa há 26 acidentes de trabalho em Portugal. A média, registada no ano passado, dá conta de todas as situações em que foram activados seguros de trabalho e resulta de uma extrapolação feita pela Associação Portuguesa de Seguradoras, a partir dos dados de associadas que representam 92% do mercado. Em 2009 foram pagos 487 milhões de euros pelas seguradoras, na grande maioria a trabalhadores por conta de outrem - apenas 26 milhões a independentes.

O custo médio por acidente ronda os 1535 euros e tem subido todos os anos, apesar de o número absoluto de incidentes ter baixado 6,3% no ano passado. Doenças músculo-esqueléticas são as mais frequentes causadoras de incapacidades e baixas, enquanto as quedas são responsáveis por 41,1% dos acidentes mortais.

Cruzando os dados das seguradoras e da Autoridade para as Condições do Trabalho, há discrepâncias decorrentes de nem todos os acidentes serem de notificação obrigatória. Mas na liderança não há dúvidas: o esforço excessivo e o mau posicionamento no trabalho são, ano após ano, responsáveis pela maioria dos danos profissionais. Outro problema frequente é a surdez causada pelos níveis de ruído elevados, segunda doença mais participada ao centro nacional de protecção contra os riscos profissionais.

As dez principais causas de acidentes têm variado ligeiramente na última década, mas as quedas têm um lugar de destaque tanto na Europa como nos Estados Unidos. Reacções a produtos químicos e biológicos estão no quarto lugar da lista, seguindo-se acidentes rodoviários em trabalho.


Ian Noy, director do Instituto de Investigação para a Segurança da Liberty, explica que um acidente de trabalho tem um custo social três vezes superior ao directamente reportado pelas empresas e seguradoras. Sublinhando que além da importância em termos humanos o investimento em prevenção tem um retorno financeiro inequívoco, o especialista em ergonomia afirma que "a segurança não pode ser olhada como um encargo adicional ou um luxo".

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Efeitos das vibrações na saúde dos trabalhadores – parte V

Então se as vibrações são assim tão nefastas, quais são as medidas que podemos tomar para fazer um controle deste risco?

Em primeiro lugar, há que se medir, pois há limites legais estabelecidos para este risco.
As vibrações medem-se através de acelerómetros.

Para o sistema mão braço, a legislação(Decreto-Lei nº46/2006) define limites.

Existe o valor acção de exposição (VAE), que é o valor para o qual o empregador deverá tomar medidas para diminuir a exposição do trabalhador a este risco.

Para o sistema mão-braço VAE é de 2,5 m/s2.

O valor limite (VL) são 5 m/s2, ou seja, não é permitido o trabalhador fazer trabalhos que atinjam ou ultrapassem este valor.

Para o corpo inteiro o VAE é de 0,5 m/s2 e o VL é de 1,15 m/s2 .

Não é difícil atingir estes valores. Pela minha experiência de terreno, quase todas as máquinas e equipamentos com mais de 10 anos tendem a ultrapassar estes valores, excepto se tenham tido manutenções periódicas e/ou as próprias tenham sido construídas a pensar neste risco.

Até à próxima.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Efeitos das vibrações na saúde dos trabalhadores – parte III

Enganem-se aqueles que acham que a única fonte de vibrações que poderão causar doenças, residem apenas em ferramentas portáteis vibratórias...
Sabiam que os transportes também transmitem ao nosso corpo vibrações que nos poderão causar doenças?

Quando afirmo isto, as pessoas admiram-se e dizem-me logo: "Oh, mas isso é preciso andarmos muito tempo de camião para termos algum problema!", mostrando-se até um pouco desinteressadas.

De facto, não é nada incomum doenças profissionais devidas a vibrações. No entanto, por falta de conhecimento as pessoas não associam na maioria das vezes os seus males com o trabalho. Acham que é velhice...

Pois bem, à luz da nossa legislação, fiquem a saber que a seguinte enfermidade está associada a vibrações de baixa e média frequência, transmitidas ao corpo inteiro:


Radicalgia por hérnia discal (de L2 a S1) com lesão radicular de topografia concordante
(pressupõe-se um período mínimo de exposição de 5 anos) sendo que o tempo de referencia para este tipo de lesão é de 6 meses...

Não é assim tanto tempo, nem será assim tão descabido.

Até à próxima

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Efeitos das vibrações na saúde dos trabalhadores – parte II



Vou apresentar algumas doenças profissionais relacionadas com vibrações ao sistema mão-braço que vêm identificadas à luz da legislação actual.
Afecções osteoarticulares:

·         Artrose do cotovelo com sinais radiológicos de osteofitose;
·         Osteonecrose do semilunar (doença de Kienböck);
·         Osteonecrose do escafóide cárpico (doença de Köhler)

Alterações provocadas por vasoespasmo da mão (ou alterações angioneuróticas), predominando nos dedos indicador e médio, podendo acompanhar-se de caimbras da mão e de alterações prolongadas da sensibilidade e confirmadas por provas funcionais objectivando o fenómeno de Raynaud.

Para serem consideradas doenças profissionais à luz da nossa legislação, o período de tempo considerado é de 1 a 5 anos… Portanto haverá muito boa gente para aí com este género de problemas devido ao trabalho, sem sequer suspeitar que os tem.

Até à próxima



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